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FESTIVAL DE MACAU
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Lino Damião no festival de Macau
30 JANEIRO 2012
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JORNAL DE ANGOLA

O artista plástico angolano Lino Damião vai expor algumas das suas obras no I Festival Literário de Macau, denominado "A Rota das Letras", que se realiza de 29 deste mês a 4 de Fevereiro.

"A Rota das Letras" leva à Região Administrativa Especial da China romancistas, poetas, jornalistas, cineastas, músicos e artistas plásticos angolanos, chineses, portugueses, brasileiros, cabo-verdianos e moçambicanos, de diferentes gerações e variadas sensibilidades ou correntes artísticas, que em comum têm o talento e a vontade de o partilhar.

No site do festival, o seu director, Ricardo Pinto, considera-o uma questão de identidade que começou como um sonho saído de uma conversa de amigos e um ano depois se tornou realidade.

"A Rota das Letras, que agora se abre a escritores e gentes de muitas outras artes, é um tributo ao papel que Macau sempre desempenhou na aproximação dos povos e das suas culturas – autêntico código genético contido na sua identidade secular – e também o reconhecimento de que o reforço das relações entre a China e o mundo Lusófono, politicamente assumido como prioritário, perde em significado e dinâmica se não souber libertar-se de lógicas meramente económicas e mercantis", escreve no site.

Ricardo Pinto diz ainda que este festival vai trazer um melhor conhecimento mútuo, uma maior troca de experiências em todas as áreas, uma nova linguagem comum de afectos, essenciais para que este relacionamento privilegiado se aprofunde de forma sólida e duradoura, daí resultando também os benefícios para a economia e o bem-estar desejados por todas as partes.

"Associado desde o primeiro momento à celebração do 20º aniversário do jornal "Ponto Final", um dos organizadores do evento, o Festival vai também assinalar factos bem relevantes de um passado próximo. Entre eles, o desaparecimento do escritor macaense Henrique de Senna Fernandes e da grande cantora cabo-verdiana Cesária Évora, e a elevação do Fado a Património Imaterial da Humanidade. Todos terão neste evento a justa homenagem", lê-se.

Ricardo Pinto escreve que não estando excluída a possibilidade de em futuras edições o Festival se abrir a escritores e outros artistas de diferentes paragens, tanto a Leste como a Ocidente, "A Rota das Letras" terá sempre como marca identitária a promoção do intercâmbio cultural entre a China e a Lusofonia.

//  JORNAL DE ANGOLA

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